***domingo, 17 de fevereiro de 2008***

Ontem levei filhota a um festival de sorvete com boate infanto-juvenil, "organizado" pelo pessoal de uma certa igreja da cidade.
R$5,00 de entrada, comprei lá meus dois ingressos (sim, filhota tbm paga, como no Teatro da semana passada - que eu tbm deveria postar, já q fiquei meio chateada com algumas coisas) e entramos: eu, filhota, amiga e filhote dela.
Como ainda era o inicinho, deu pra pegarmos sorvete numa boa (mas depois disso, só deu pra pegar bala). Sentamos num sofá e ficamos observando. Minutos depois de termos chegado, a fila para os três sabores de sorvete já estava imensa! As crianças estavam chegando e a música estava tocando... Música?!?!?!
Ué... não era uma boate infanto-juvenil? Achei q teríamos músicas infantis, juvenis... Recordação da minha época infanto-juvenil... algo do tipo Xuxa, Balão Mágico; coisas mais recentes como Palavra Cantada, Adriana Partimpim, Catibiribão... Maaaaaaaaaaassss... o que estava tocando??? FUNK! AXÉ!
Aí entra a minha crítica: pessoas que representam a IGREJA organizando uma festa INFANTO-JUVENIL que toca música que promove a VULGARIDADE! Até o tal "Crééééééuuuu" tocou.
Não sei o que é pior: saber que as crianças é que pedem esse tipo de música ou ver que elas sabem até coreografias.
Crianças de 1 ano daçando o ritmo e as mães achando lindo! Sim, é engraçadinho mas... se pensar pelo lado real da situação, é ridículo!
Essa cidade em que moro não promove cultura! Não tem um Festival de Teatro, não tem Festivais de Música, não tem um cineminha... O que tem é pagode, axé, funk e só. Só mesmo! Não tem nada visual!
Me incomoda perceber q até a Igreja está promovendo esse tipo de coisa. A Igreja, q poderia resgatar o sentido da infância, as brincadeiras, etc... contrataram um DJ (q só tocou o tal "crééééu" por insistência das crianças e não quis repetir mais) e não ousaram interferir nas músicas q ele tocava. Ao invés de organizar umas brincadeiras, ficaram tomando sorvete, sentadas, rindo e observando a "beleza" q é crianças se vulgarizando tão cedo através da música.

Fico intrigada qndo percebo que, para as crianças terem festas infantis, nós msm é q temos que fazer. Imagino como foram os bailinhos de Carnaval infantis... na verdade, não quero imaginar!

Será que a indignação é da minoria?
Eu pensava que toda mãe queria que seus filhos brincassem com coisas adequadas à sua idade, que ouvissem músicas compatíveis ao seu desenvolvimento. Mas percebo que estamos pulando as fases mais gostosas e indo direto pra essa fase tão estranha que nem eu sei identificar...

Bom... acho que vou promover um Festival de sorvete com boate infanto-juvenil e brincadeiras pra ver se vai ter retorno. Se não tiver, vou concluir que as mães estão criando seus filhos voltados mesmo pra vulgaridades... mas se, de 50 crianças, 10 gostarem de brincadeiras e músicas infantis de verdade, eu já fico satisfeita!
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